Acima da minha cabeça um relógio grita
fervorosamente.
Tic Tac contínuo que me diz que a vida é
uma constante finita.
Que desespero!
Que alegria!
Não sei se encaixoto todos livros que não li
ou se peço uma pizza extra grande.
ESCREVE QUE PASSA!
Acima da minha cabeça um relógio grita
fervorosamente.
Tic Tac contínuo que me diz que a vida é
uma constante finita.
Que desespero!
Que alegria!
Não sei se encaixoto todos livros que não li
ou se peço uma pizza extra grande.
Quero ao menos um tom dissonante
que me faça ficar feliz automaticamente.
Quero ao menos um silêncio absurdo
que me faça ouvir todos sons do peito.
Quero ao menos um gosto bom na mente
que me faça ter um vislumbre em vida.
Quero ao menos um gole de ilusão
que me dê o sabor da plenitude da
ignorância.
Sob o céu de sol azedo
deito-me e contemplo.
Um livro aberto.
Um tempo em silêncio.
Quero ser dona do tempo
porém, só consigo ser escrava de mim.
Ainda hoje pensei que haveria chuva doce.
Houve um imprevisto.
A solidão abriu meus pensamentos mais
vagos.
A solitude é um caos bonito.
Nem sei o porquê de me ausentar da Poesia.
Pô! Não dá!
Uma ausência não é uma alegria.
Ausência mata a escrita.
E na imaginação um verso não dura um dia.