terça-feira, 7 de abril de 2026

O Relógio Grita

Acima da minha cabeça um relógio grita

fervorosamente. 

Tic Tac contínuo que me diz que a vida é 

uma constante finita. 

Que desespero!

Que alegria!

Não sei se encaixoto todos livros que não li 

ou se peço uma pizza extra grande.



domingo, 5 de abril de 2026

Quero

Quero ao menos um tom dissonante 

que me faça ficar feliz automaticamente.

Quero ao menos um silêncio absurdo 

que me faça ouvir todos sons do peito. 

Quero ao menos um gosto bom na mente 

que me faça ter um vislumbre em vida.

Quero ao menos um gole de ilusão 

que me dê o sabor da plenitude da

 ignorância. 


Imprevisto

Sob o céu de sol azedo 

deito-me e contemplo.

Um livro aberto. 

Um tempo em silêncio.

Quero ser dona do tempo 

porém, só consigo ser escrava de mim. 

Ainda hoje pensei que haveria chuva doce. 

Houve um imprevisto.

A solidão abriu meus pensamentos mais

vagos. 

A solitude é um caos bonito. 

sábado, 4 de abril de 2026

Ausência Mata a Escrita

Nem sei o porquê de me ausentar da Poesia. 

Pô! Não dá!

Uma ausência não é uma alegria.

Ausência mata a escrita.

E na imaginação um verso não dura um dia.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Depois de uma pausa 

vem a alma

lavada e empoderada

sábado, 30 de novembro de 2013

O CARNAVAL DE DENTRO DA GENTE

É preciso hibernar as palavras
e gerir uma síntese de si mesmo.

Às vezes, o carnaval de vocábulos
é o suficiente para refazer o 
marasmo de dentro da gente.

Tanto som, semi-conversas,
convenções e manipulações,
é rarefeito, 
e desfeito nos corações.

Maldita rima que nos obriga
a dançar essa valsa perdida chamada de vida
subvivida com olhos amargurados 
levando nos ombros e na mente 
toda essa delícia renunciada 
que nos impuseram 
sem opção
de 
ser ou estar.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O tempo é o carrasco da mente

Quem nos dera vagarosamente

não ser engolido pelo dia

e nem pelo passar da noite.

O tempo é o asco in-coerente.

O poema?

O poema eu não decoro!

Eu devoooooro!
Vida pulsante..
vontade de chorar de alegria..

Tudo se ajeita..
o Universo me ajeita...
todo sofrimento 
transformado numa noite 
na mais deliciosa poesia.
Vida pulsante..
vontade de chorar de alegria..

Tudo se ajeita..
o Universo me ajeita...
todo sofrimento 
transformado numa noite 
na mais deliciosa poesia.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

1º de abril

Mentir é imperativo.


Rasgar o verbo 

é ser transparente,

Palavras de pernas 

curtas hoje o povo consente.

Verdade é desatino.



domingo, 31 de março de 2013

Peço apenas uma dose de loucura 

e um quarto de sanidade.

Quero me entorpecer com ternura rara.

Quero sentir a pureza na cara.

Quero mesmo é a outra face da felicidade.

POPAMENTE POP

O Papa é pop!

Gooool da Argentina!

O Papa é pop!

Gooool da Ostentação!

O Papa é pop!

Mira minha cara de "eu com isso".

Mais um desatino.

Gooool!

Eis o centroavante que 

retrocede para limpar

o litúrgico lixão.



a Inteligência 

é 

Ilusão.

a Burrice 

Não.

Filosofia de Ônibus

Toda bunda ao teu lado é incapaz de ocupar apenas um lugar.

Não importa seu fone de ouvido, sempre haverá um som funkeiro ser ouvido.

A passagem sobe conforme a lavagem.

Todo tráfego é bom até que você esteja nele.

Ler é um ato de estranheza.

Todo assento vazio não é seu nem por uma fração de pensamento.

A virtude do prazo de validade do desodorante alheio é assunto irrespirável.

Moedas caída não está em pauta.

Fumar é para heróis, os mortais apenas respiram.

Não esqueça que esqueceram seu cinto.

A humanidade geme das 5h às 18h.

Andar de ônibus é antes de tudo um ato de fé.


A tecnologia geme, 

O ovo? Gema.

E nós 

ficamos com 

as claras

duvidosas conclusões.

Minha Musa

Poesia,

essa safada louca

que me escorre pela boca,

me come inteira e me cospe na cara

palavras, pronomes, palavrões.

Essa louca que me toma pela mão

e me indica a dúvida certa,

rasgada, pronta;

num frenesi de devoção,

em meio aos gorjeios de uma pseudo bondade.

Essa louca,

linda,

ilimitada dona

de minhas tardes, madrugadas, dias.

Como,

cago,

escarro

nesse chão barato

minha musa:

Poesia.
Morrer é a Glória 

Viver é Apenas

Uma Névoa 

Na História
Ás vezes, 

é tanto sentimento, 

alento, 

essa forma de ap-ego

que me dá o alimento,

e

que o desejo reprimido 

se torna a forma 

mais doce 

do meu vital tormento.

Sim, eu sei, 

é tudo ilusão, 

menos 

o tamanho do afeto 

que carrego 

nos ombros, olhar, coração.
O vexame é completo:

Minha coluna não mais dança

e não tem conserto.

A dúvida da alegria

é aqui meu pseudo acerto.